terça-feira, 11 de maio de 2010

As Fábulas de Um Mago - "Prólogo"






Após alguns segundos terrestres pensando se deveria compartilhar essas histórias, decido que sim, devo compartilha-las, pois afinal, vivo em uma democracia e sou livre para postar o que eu quiser, com o consenso da Interpol, é claro.
Este conjunto de fábulas retrata as aventuras de um mago por uma terra desconhecida para ele, em busca de glória e companheiros para compartilhar uma boa dose de hidromel.



Um certo dia, um jovem rapaz, um belo exemplar élfico se me permitem dizer, acordara em sua cidade natal. Nada acontecia por lá, era tudo muito pacato. No máximo, alguns homens caçavam enquanto as mulheres cuidavam de suas casas. Uma cidade comum, até demais.
O rapaz completara 18 anos, idade em que um elfo deixa de ser uma criança mimada e se torna um guerreiro. Era hora de falar com o mestre e se tornar um caçador. Mas aquele garoto não queria ser um deles. Queria fazer as pessoas deixarem de pensar em elfos como seres altos, loiros, com arcos e uma capa. Queria se tornar algo mais profundo, mais glorioso, mais poderoso. Queria ser um mago. Porém, desde que os humanos traíram os ancestrais deste povo e os deixaram para morrer nas mãos dos inimigos que invadiam, a magia arcana já não se fazia tão presente quanto no passado. Mesmo com todo o seu conhecimento, as fontes de energia arcana que possuíam não eram tão avançadas. Mas dane-se isso tudo, o garoto queria ser um mago e isto é o que ele se tornou.

Após um longo e intenso treinamento, lá estava ele. Em frente aos portões da cidade, um genuíno mago. Não podia mais permanecer lá, magos não eram bem-vindos. Então, partiu em direção a capital dos "Esquecidos", um grupo de guerreiros que conseguiu escapar do comando das Trevas e construira sua própria cidade.
Por um longo tempo viajou, até que encontrou a cidade. Ficava embaixo das antigas ruínas da capital humana e era habitada por todo e qualquer tipo de ser que vivia nos Reinos do Leste.
Montado em seu Strider, uma espécie de falcão terrestre, o jovem entra na taverna da cidade e começa a puxar assunto com alguns homens que estavam no canto mais escuro. Não via seus rostos pois estavam encobertos por capuzes negros e vermelhos mas percebia que também eram descendentes dos Highborne dos tempos antigos.
Se aproximou do grupo e tentou arrancar alguma informação deles:

"Olá, senhores. Posso me sentar junto a vocês?"

Os homens o analisaram por um bom tempo, até que um deles soltou uma gargalhada e disse:

"Sabe caçar?"

"Não muito bem...normalmente os animais que caço acabam torrados."

"HA! Mais um desses malditos magos! Traindo nosso povo, buscando ajuda dos demônios! Para que, me pergunto? Só para mostrarem que são melhores do que nós, caçadores! Suma daqui! Não precisamos de um traidor fedido como você!"

"Como quiser, senhor. Foi um prazer."

O rapaz se dirigiu a saída, quando um residente da cidade que vira o ocorrido lhe chamou:

"Ei, mago. Venha cá, tenho uma proposta para você."

"Diga o que queres, criatura."

"Possuo uma fazenda...na verdade, não é minha mas...enfim, alguns espíritos dos camponeses que foram mortos na guerra começaram a aparecer lá e agora a alguns paladinos também... No início achei que eram aliados, eles vestem nossas roupas e usam nossa bandeira mas quando me aproximei, me atacaram com flechas. Agora não posso voltar para lá!"

"Ainda não me disseste o que queres, homem..."

"Quero que expulse aqueles espíritos e os paladinos!"

"Sou um mago, não um exorcista."

"Não minta! Sei que magia pode tudo, até transformar as coisas!"

"Verdade...posso transformar coisas...como pessoas em cabras, gostaria de tentar?"

"Droga, elfo! Diga logo se me ajudará ou não!"

"Devia procurar um feiticeiro. Eles tem algum conhecimento em demonologia, seriam mais úteis."

"Não confio neles...andam por aí, com seus criados demônios e seus cavalos flamejantes. Argh! Sinto náuseas só de pensar naquele cheiro de carne queimada."

"Tudo bem, homem. Me diga onde é a sua fazenda que verei o que posso fazer."

"Pegue este mapa. Está marcado onde você deve ir mas aconselho a levar mais algumas pessoas. Não pelos espíritos mas pelos paladinos. Soube que eles são a elite da sua classe."

"Um mago não teme estes idiotas que se dizem mensageiros divinos. Eles possuem a luz divina, nós, possuímos os poderes dos demônios antigos. Veremos qual caíra primeiro."


E assim, o rapaz deixa a cidade e vai ao local que o mapa do homem indicava. Nem percebera que estava sendo seguido...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Livro de Ymir, Capítulo 2.3


O Livro de Ymir, na mitologia nórdica, é o grimório que narra as maiores aventuras dos mais bravos guerreiros da Terra. É lá, naturalmente, que você encontrará as incríveis histórias do grupo de guerreiros místicos poderosos denominado Ala Zanha.


A passagem a ser contada agora é sobre o ponto de vista de Sir Kotarou.




Capítulo II




Poderia ser apenas mais uma tarde de sol qualquer, mas os bravos guerreiros da mais poderosa, famosa, genial e invencível equipe haviam combinado de desbravar novos horizontes. Estava em meus domínios, aguardando calmamente e tomando um whisky de 1945, quando chegam meus convidados. Já não me recordo da ordem de chegada, mas quando Mokozawa chegou, eu, ele, Barba Ruiva e Colono nos dirigimos aos domínios de Ryu, e em seguida de Kyo, sendo que o primeiro estava apenas com um pônei, e o segundo sem montaria, enquanto os outros estavam a cavalo.


Após uma boa confraternização, sugeri uma ida a lendária Morada das Acácias, que em conversas de tavernas as vezes pode ser entendida como “vou lá namorada das acácias”, quando deveria-se entender “vou lá na Morada das Acácias”. Meus companheiros aceitaram rapidamente, e nos dirigimos lentamente até o local.
Barba Ruiva se interessou por uma floresta, e Colono, como um bom seguidor, foi atrás dele, porém deixando sua montaria para trás. Os outros cavaleiros ficaram em frente a floresta esperando, até que notei que era a hora de começar uma batalha que devastaria nações. Sugeri uma fuga, deixando os dois jovens perdidos. Rapidamente todos aceitaram e nos deslocamos para longe.


Após algum tempo, no topo de uma colina decidimos que eu e Ryu iríamos patrulhar determinadas duas decidas, enquanto Mokozawa e Kyo patrulhariam outras duas. Minha memória quanto a esses momentos esta escassa, devido a pouca importância, até que, na parte baixa da colina, me deparo com Kyo correndo desesperadamente. Perguntei-lhe sobre Ryu, e ele reportou que nosso companheiro tinha sido capturado. Cori em disparada juntamente com ele, já que num campo de batalha não há tempo para lamentações. Passados alguns instantes, reunimo-nos com Mokozawa e discutimos o futuro da nação. Ficamos zanzando e explorando o território separadamente, até que avisto ninguém menos que Barba Ruiva. Diante dessa situação, sorri como um homem que enfrenta uma onda gigante e fui em direção ao inimigo. Ao passar por ele, eu disse “declaro guerra”, e ele respondeu “aceito”, e assim cada um de nós foi por um caminho.


Durante inúmeras horas fiquei sem ver meus companheiros, perguntando-me se ainda estariam vivos e sadios, até que, ao olhar pra trás me deparo com Barba Ruiva novamente. Fui rapidamente em direção a um íngreme morro, e enquanto subia ouvi os berros de dor do cavalo de Barba Ruiva. Como um cavalheiro, me dirigi até ele para ajudá-lo, até que ele me atacou com um de seus mais mortais golpes, o Quebra-Nozes.




Ele foi embora, mas minha honra ficou ferida. Fui atacado devido a compaixão para com meus inimigos, e não há espaço para isso numa situação dessas. Me sentei por algum tempo e refleti sobre o que havia acontecido, até que resolvi levantar e seguir em frente. No momento em que me levantei, novamente me aparece Barba Ruiva, porém em outra direção vejo se aproximando Mokozawa. Ao tentar fugir, Barba Ruiva o avistou e disse “ah, não vai fugir não!”, mas como eu havia uma honra para recuperar disse “vai fugir sim!”. Ao arrancar com seu alazão, coloquei meu cavalo em frente ao de Barba Ruiva, impedindo o de passar e permitindo uma fuga perfeita de Mokozawa, o que me rendeu um “maldito!” antes que Barba Ruiva voltasse a persegui-lo.


Passado esse incidente, sentei-me e encontrei o jovem Ryu, juntamente com Colono. Sabia que a batalha havia se encerrado para nós, então ficamos conversando até que Colono resolveu pegar minha montaria e buscar por meus companheiros. Após algum tempo voltou sem sucesso, ao que exclamei “dê-me a montaria e achar eles eu irei!”. Adentrei as mais profundas trevas da Morada das Acácias, porém não os encontrei, e enquanto voltava para reportar o sumiço, me deparo com uma estranha cena.


Eu estava no topo de uma colina, e as planícies dela se estendiam a frente. Lá estavam vindo Mokozawa e Colono, tendo ao meu lado no topo da colina, Barba Ruiva e Ryu. Colono dizia que Kyo havia abandonado sua montaria, e eu pensava “não, ele não seria capaz disso” até que, de trás de uma árvore, vejo algo abanando para mim. Era Kyo, e me pergunto como ele estava ali sem ninguém tê-lo visto. Barba Ruiva pergunta-me sobre sua posição, e ao indicar a direção errada, Ryu vê-o abanando e denuncia sua posição.
Com todos reunidos, resolvemos nos retirar e preparar para a próxima aventura.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Livro de Ymir ~ by Mokozawa's point of view



O Livro de Ymir, mitologia nórdica e aquela baboseira toda. Todo mundo sabe o que é ou já leu algumas páginas, não? Bem, se não leram, saibam que perderam muita coisa congruente, porém, não temam pois irei relatar uma pequena passagem deste belo exemplar pecaminoso, aqui.



CAPÍTULO II (DOIS)
TREINAMENTO DE GUERRA



Mais uma acalorada tarde na província de Wempshire, 7 milhas ao norte de Payon, quando um jovem sai as pressas de casa. Fora chamado a uma reunião que não acontecia a algum certo tempo, e devo admitir, ele parecia um tanto empolgado com aquilo.
Em posse de sua montaria, que na época ainda não havia sido privada de uma de suas pernas, o rapazote cavalga em direção ao palácio de um de seus companheiros, Sir Kotarou.
Tudo ocorre remansadamente, o rapazote chega no palácio, faz a batida secreta no portão e lhe é permitida a entrada. Lá dentro já encontravam-se Barba Ruiva e um colono da região.
Após alguns minutos para um breve descanso e um pouco de hidromel, os jovens partem em direção a uma região inóspita do reino, onde os fracos são humilhados e transformados em escravos ou evaporados.
Lá, encontram-se com o Lorde da parte Norte da região, Sir Ryu, conhecido pela sua notória velocidade e destreza e com o Lorde do Sul, Kyo, principal causador das inundações e desaparecimentos misteriosos que lá ocorrem.

Passados alguns momentos para mais um pouco de hidromel, Kyo, sob muita pressão de seus colegas de auditório, aceita sair em uma pequena aventura, indo desbravar a malevolente Morada das Acácias.
Passeando pelo local, subitamente, Barba Ruiva sente uma vontade imensa de adentrar a floresta que ali havia. Por qual razão, perguntam-se? Talvez se eu disser que o Colono adentrou com ele, vocês possam gerar alguma idéia...
Sir Kotarou, sagaz, como sempre, propôe para os outros integrantes fugirem dali e deixarem Barba Ruiva aproveitar as condolecências anais do Colono sem nenhuma interrupção. E assim o fazem, montados em seus alazões, um deles com uma pequena deficiência devido às batalhas na qual participara, os rapazotes fogem dali e buscam se esconder para que não sejam encontrados, pois esta é a única razão para alguém se esconder, não ser encontrado, certo? Novamente, divaguei. Continuemos...

Os garotos se separam, cada um seguindo em uma direção diferente, e a partir deste momento, só poderei relatar o que o altivo guerreiro Mokozawa viu e viveu, pois somente o seu caminho que o Livro de Ymir me permitiu visualizar.
"Me separei do grupo. Parece que os "abandonados" ainda não terminaram a sua desbravação anal...Isso é bom, tenho mais tempo para arranjar algum lugar decente para me enfiar...Acho que vou procurar alguns galhos e construir uma cabana..."
E assim o garoto o faz, sai em busca de matéria-prima para montar o seu esconderijo, quando, descendo uma das colinas, avista o inimigo, e o inimigo o avista.
"Droga! Fui muito displicente com minhas ações! Me expus demais! Preciso sair daqui, logo."
Mas era tarde demais, Barba Ruiva o avistara, e com as energias recuperadas após sua folia junto de Colono, ele avançava para cima do jovem viajante com uma fúria e um ímpeto avassalador que somente o Minotauro de Creta seria capaz de igualar.
Mesmo sendo um jovem descrente e sem religião, o pequeno prodígio se põe a rezar, e como se o próprio Odin tivesse ouvido suas preces, a cela da montaria de Barba Ruiva se arrebenta, causando a sua parada brusca e possibilitando que Mokozawa escapasse.

O herói se une a Kyo e Ryu, ao pé de uma das colinas e descobre que Sir Kotarou fora capturado e tomado pelo lado das trevas. Sua salvação era impossível.
Após lamentarem a perda de seu companheiro e brindarem sua honra com um pouco de hidromel e pão-dos-elfos, os guerreiros começam a planejar uma aproximação, mas, uma visão sinistra surge diante de seus olhos.
No topo da colina, Sir Kotarou, ou o que restara de sua pobre alma, destruída por uma fúria incontrolável, olhava-os. Parado. Imponente. Então, levanta um de seus braços e o aponta em direção ao trio e pressentindo o que estava para acontecer, Kyo berrou: "DEBANDAR!!!"
Um segundo após, um frio intenso tomou conta de seus corpos. Era como se algo lhes privasse totalmente de sua felicidade. Suas mentes estavam fracas.
"Senti que era o fim. Olhei para atrás e avistei Barba Ruiva descendo a colina, mais rápido que Thor, ultrapassando a velocidade da luz de Aiolia. Neste momento, temi. Não por mim mas por Ryu, quando percebi que uma das pernas de sua montaria estava comprometida e não poderia prosseguir carregando-o. Olhei para Kyo, que possuía o mesmo olhar de terror e tristeza por saber o que estava prestes a ocorrer com nosso companheiro. Ouvimos o som da batalha. E assim como começara, acabou. Escapamos, mas as custas de mais um aliado."
"Fiquei patrulhando a região junto a Kyo. Estávamos abalados mentalmente pelo o que havíamos acabado de passar, mas continuamos, em nome de nossa honra de guerreiros da Ala Zanha."
Kyo e Mokozawa decidem se separar novamente, para aumentar a velocidade de sua patrulha. Tudo ocorre bem, eles patrulham e voltam ao local combinado. Porém, ainda era metade da tarde e aquele dia seria longo, muito longo.
"Alguma coisa estava errada. Estava tudo tão quieto, como se...como se pudessem observar cada movimento que fazíamos. Tenho que parar de pensar nessas coisas. Preciso me encontrar com Kyo e contar a ele que..."
Mas a sua frase fora interrompida, por um urro de raiva e puro ódio. Enquanto Mokozawa divagava sobre o que estava acontecendo, Barba Ruiva o flanqueara e agora vinha em sua direção, cavalgando furiosamente.
Mokozawa virou-se em direção a parte baixa da montanha e cavalgou. Cavalgou, cavalgou e cavalgou. Cavalgou até fazer os cascos de seu cavalo sangrarem. Atravessou rios, planícies, labaredas de fogo. Mas ainda era capaz de sentir as trevas o perseguindo.
Então, ao pé da montanha, avistou Kyo. Um súbito alívio o atingiu, porém sumiu, logo que na sua mente veio o pensamento de que do local em que Kyo estava, não era possível de se avistar barba Ruiva. O desespero o atingiu. Não ligava que Barba Ruiva o alcançasse pois sabia que ainda haveria Kyo para lutar contra o vil cavaleiro-negro. Porém, Kyo estava a alguns metros a sua frente, parado, esperando Mokozawa chegar, sem se dar conta de que o perigo estava logo ali atrás.
Mas, com exímia precisão cirúrgica, Mokozawa passa entre Kyo e um dos pilares que mantinham em pé o arco de entrada da montanha, e avisa seu companheiro: "Ele está vindo!"
"Onde?!", berra Kyo.
"Ali atrás!", responde Mokozawa
Kyo olha para o lado e vê Barba Ruiva a metros dele, destruindo as árvores em seu caminho, atropelando e estraçalhando cervos e coelhos, a sua fúria aumentando por demorar tanto tempo para alcançar uma presa.
Mas o que aconteceu a seguir, me fez crer, definitivamente, que Odin e seus aliados protegiam estes dois guerreiros.
A poucos centímetros das costas de Kyo, com seus dedos abrindo e fechando, prontos para agarrar o pescoço e dar um fim a vida do valente herói, mais uma vez, a cela de Barba Ruiva se arrebenta.
Com o pouco de força que lhe restava, Kyo começa a pedalar mais rápido e foge em direção ao topo de uma das colinas.
Mokozawa se esconde por algum tempo e começa a patrulhar novamente. Quando, no topo de uma das colinas avista uma figura amiga e corre em sua direção. Kyo estava escondido, entre pequenos arbustos, suficientes para esconder um anão ajoelhado ou um ser humano sentado. Amarrara seu alazão em um toco de árvore ali perto e colhera alguns frutos de uma árvore próxima.
Os dois começam a traçar planos de batalha para acabar de uma vez com a ameaça que era Barba Ruiva, quando ouvem as vozes do Colono e de Ryu. A dupla passava logo abaixo de onde eles se encontravam. Então, chegaram Sir Kotarou e Barba Ruiva e após algum tempo, partiram.
Mokozawa quis ver onde iam e decidiu segui-los. Tola decisão.

Ao pé da colina, foi avistado por Ryu e Colono, que estavam sem as suas montarias e foram fáceis de serem despistados. Decidiu voltar até Kyo, porém, quando chega ao topo, a poucos metros de seu amigo, avista Colono no outro lado da colina. Tenta se abaixar ao máximo que seu corpo lhe permitia mas ja fora avistado.
"Ele veio em minha direção. Mas o meu problema não era fugir. Colono possui uma capacidade mental comparável ao Quasimodo, mas, pela rota que ele traçava, logo ele avistaria Kyo, e então estaríamos perdidos."
Com um último ato heróico, reunindo toda a força que lhe restava, Mokozawa começa a correr em direção a Colono, para chamar a sua atenção, o que, surpreendentemente, é super efetivo.
Colono anda até ele, com um olhar triunfal por tê-lo encontrado. Mal sabia que acabara de cair no plano de Mokozawa.
Porém, o estranho corcunda avista o cavalo de Kyo.
"Está tudo acabado! Ele vai ver Kyo e vai chamar Barba Ruiva!"
MAS...Mokozawa se surpreende com a incapacidade mental do garoto:

"WOW! O cavalo do Kyo está aqui!"

"Sim...."

"Isso quer dizer...que ele está aqui por perto...."

"Não! Eu o vi correr para aquele lado!"

"Tem certeza? Não sei se ele abandonaria o cavalo dele..."

Então, Colono começa a andar pelo local, procurando por Kyo que se escondera atrás de umas minúsculas moitas.
Kyo estava agora, exatamente na frente de Colono, mas, incrivelmente não havia sido avistado! Ainda havia alguma esperança.

"Sim, tenho. Combinamos de nos encontrar lá embaixo mas tu fostes mais ágil do que eu e conseguiu me capturar. Vamos, eu lhe ajudo a encontrá-lo!

"Hmmm, tudo bem. Sabe, você é um cara bem simpático."

Mokozawa, discretamente, se vira e olha para Kyo que estava a beira de um ataque de risos devido a ignorância abissal de Colono.

Entretanto, Barba Ruiva, Ryu e Sir Kotarou chegaram. Colono lhes avisou que capturara Mokozawa mas que Kyo havia abandonado a sua montaria.
Ryu, que não havia sido tomado pelo lado negro, avista Kyo em meio aos arbustos. Isto a uma distância considerável, visando que Colono não o viu a alguns metros de distância...
Enfim, Kyo acena para Ryu, que retribui o aceno mas Barba Ruiva sente as intenções amigáveis de Ryu e, prontamente, percebe onde está Kyo, indo ao seu encontro e o enfrentando até a morte.




Aqui acaba o segundo capítulo de Livro de Ymir, segundo o jovem Mokozawa. Não sabemos o que ocorreu com Kyo, Barba Ruiva ou os outros integrantes desta jornada. Sabemos, pelo menos, que todos vivem, pois guerreiros como estes, não podem ser mortos enquanto suas lendas existirem nas mentes e nos corações dos que acreditam nelas.


Au revoir! E até o próximo capítulo, que tentarei decifrar ainda este ano õ/








sábado, 1 de maio de 2010

Vocalista da Fresno é encontrado morto em churrascaria da capital


Na noite de 1º de maio de 2010, após um show no evento "Atlântida Festival", o vocalista da banda Fresno se dirigia a sua casa quando seu carro foi atingido por um trem descarrilhado. Nenhum corpo foi encontrado no carro, porém, jovens fãs da banda encontraram seu corpo no banheiro de uma churrascaria, 2 horas depois do ocorrido, com uma mordida tenebrosa. Junto com seu corpo foi encontrado um memorando com os dizeres "beija o meu caralho". Segundo a polícia, o jovem teria dito no show "se a garota que você gosta esta do seu lado, beije ela agora!", e suspeitam que isso tenha acarretado em raiva de alguém que se ofendeu com a ocasião. Testemunhas oculares dizem ter visto um Ford Galaxy viajando a 240 km/h se dirigindo ao evento, com duas pessoas de aparência suspeita. O detetive Hardy Dick vai comandar o caso e espera encontrar o assassino.

sábado, 10 de abril de 2010

A Derrota de Sir Kotarou


Kotarou estava numa mansão. Tudo estava escuro, e ele foi andando até onde haviam luzes acesas. Lá se encontrava um homem com aparência rude que rapidamente disse "finalmente acordou". Kotarou foi obrigado a entrar na carruagem do homem, que disse se chamar Esbeltóvski, e disse que estavam se dirigindo a casa de um outro guerreiro. Após algum tempo, chegaram na casa de Francóvski, um homem de barba ruiva e feições agressivas, que subiu na carruagem. Enquanto os dois conversavam, Kotarou se recordava de seus últimos momentos felizes com sua amada, que a pouco lhe tinha dado seu endereço. Passado alguns instantes, os homens vendaram a visão de Kotarou e entraram em uma mansão, onde desvendaram-no e então apareceu ninguém menos que Cassianus. Kotarou não entendia o que estava acontecendo, e perguntou a Cassianus, que apenas sorriu. Os três se dirigiram a Kotarou e disseram "faremos agora uma partida de poker. Se vencer, pode ir embora; se perder, tua garota é nossa".

Após analisar o poder de luta dos adversário e concluir que Francóvski e Esbeltóvski eram de força equivalente a sua, Kotarou decidiu aceitar a partida. A partida durou horas, e após muito esforço, Kotarou saiu vitorioso.



Sem mais seu sorriso no rosto, Cassianus exclamou ao trio "não importa. Ele poderá ir, mas nos informará o nome de sua garota". Indignado com a atitude de seus inimigos, Kotarou iniciou uma sangrenta batalha, até que foi detido por Francóvski. Foi pressionado pelos outros dois a dizer o endereço e o nome da jovem senhorita, mas ele negou até ter seu braço quebrado. Após isso, Cassianus descobriu o papel em seu bolso, e rindo tocaram-no na rua. Kotarou não sabia onde estava, muito menos que horas eram.

A noite já havia chegado, e ele dormiu sobre uma pessegueira alguns quilômetros ao Norte da mansão onde fora espancado.

Preocupado com o que poderia acontecer a sua amada, no entanto sem poder fazer nada devido a falta de direção e informação, Kotarou adormeceu.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Livro de Ymir




O Livro de Ymir, na mitologia nórdica, é o grimório que narra as maiores aventuras dos mais bravos guerreiros da Terra. É lá, naturalmente, que você encontrará as incríveis histórias do grupo de guerreiros místicos poderosos denominado Ala Zanha.
Dedicar-me-ei neste post (e em alguns próximos) a narrar as aventuras adicionadas às suas gloriosas páginas, histórias repletas de emoção, banhadas de mistério e refinadas de magia e encanto.
Capítulo II
Treinamento de Guerra
Era uma bela tarde de verão, bela, porém tediosa, quando Kotarou, Mokozawa, FrancoX, Ryu, Cabelo Ruim e Kyo decidem se reunir para brincar/destruir o mundo.
Mas, em meio a tantas (ou nenhuma) possibilidades, o que fariam nossos magnânimos amigos? Com esse dilema em mente, eles juntaram suas bicicletas e rumaram para um vilarejo quase inabitado, lá encontraram um mato, mas como Kotarou ficou receoso/cagadinho em adentrá-lo, FrancoX e Cabelo Ruim resolveram dar uma de batedores e verificar o lugar antes de todos irem explorá-lo.
No entanto, eles não contavam com a astúcia dos outros quatro membros da party, que rapidamente montaram em suas bikes/cavalos e se dispersaram. Assim se formaram dois grupos: Kyo, Kotarou, Mokozawa e Ryu no grupo 1. FrancoX e Cabelo Ruim no grupo 2, devo dizer por hora, que as perseguições narradas a partir do próximo parágrafo são de adrenalina extrema, portanto, o ministério da saúde adverte àqueles que possuem problemas cardíacos, respiratórios, diabete, câncer, gripe, paralisia infantil, ejaculação precoce, fimose, diarréia ou hemorróidas que parem de ler esse post e vão se tratar.
“Eu estava ofegante, quase sem energias e ferido, quando corri para o único lugar onde eu poderia me esconder, já não tinha notícias de meus companheiros, eu já havia praticamente abandonado a batalha, só pude correr em meio ao caos em que nos encontrávamos, talvez eu tenha sido um pouco covarde em abandonar o campo de batalha e deixar meus amigos para trás, mas era minha única alternativa, mas vocês só poderão entender minha atitude quando souberem de tudo que ocorreu:
Quando meu grupo deixou FrancoX e Cabelo Ruim para trás, eu cavalguei o mais rápido possível para cima das colinas, eu me separei do grupo ao subir o morro, e ao descer, já não havia mais ninguém, não importa para onde eu olhasse, só me restou voltar ao covil inimigo. Cheguei no lugar aonde encontrei FrancoX e Cabelo Ruim e tive que me fazer de amigo, pois eles ainda não tinham sacado a moral do bagulho, então me juntei a eles para procurar meus companheiros e arrumar uma brecha para fugir.
Não demorou muito para encontrarmos, e eu rapidamente fugi e despistei FrancoX e Cabelo Ruim, me juntei ao grupo 1 novamente, aonde traçamos nossa estratégia de observação, nos separamos então em dois grupos, eu e Mokozawa iríamos pelo leste, Kotarou e Ryu por Oeste. Quando nos separamos, Mokozawa adentrou na primeira alameda em sua frente, eu segui em frente e avistei o inimigo vindo ao meu encontro, por sorte havia outra alameda ao meu lado, onde eu rapidamente entrei e pedalei o mais rápido possível para avisar aos outros. FrancoX e Cabelo Ruim não me seguiram milagrosamente, mesmo assim dei o aviso de evacuação a todos, assim, ficamos rondando a área para controlar os passos do inimigo e manter distância, tendo FrancoX sumido de nossas vistas, eu, Mokozawa e Ryu nos encontramos ao pé de uma colina, Kotarou estava no topo patrulhando, mas enquanto eu dizia que devíamos procurar um esconderijo, Kotarou nos avisa da presença do inimigo, todos correm, mas Ryu não possuía uma montaria, eu não tive coragem de olhar para trás e ver meu amigo ser capturado, mas pude ouvir de longe os urros da batalha mortal que travavam.
Não me lembro exatamente dos fatos que vêm a partir de agora, só lembro de estar fugindo ainda, quando encontro Mokozawa vindo rapidamente em minha direção:
Eu: Cadê eles?
Mokozawa: Ali atrás... *pedalando na velocidade da luz*
Olho para a direção que Mokozawa indicava e vejo FrancoX vindo com uma fúria fenomenal nos olhos, e rapidamente dou um dash e alcanço Mokozawa, corremos até uma bifurcação, Mokozawa seguiu para a direita, eu dobrei a esquerda e subi o morro para despistar FrancoX, que por sorte perseguiu Mokozawa. Depois de muito andar, já beirando a exaustão, encontro Kotarou logo acima do morro, Mokozawa se junta a nós, decidimos então fazer um enterro simbólico a Ryu que já não estava mais conosco. Depois de lamentar a perda de um companheiro decidimos patrulhar a área, pois FrancoX estava sumido, era a tradicional calmaria antes da tempestade, pois foi só descermos a primeira lomba a nossa frente que nos deparamos com FrancoX vindo em nossa direção, nos separamos, e para meu azar FrancoX dessa vez decidiu me perseguir, então pedalei o mais rápido que minhas pernas permitiam e um pouco mais, no entanto sentia que minha fuga não poderia durar muito, mas corri, corri e corri mais um pouco, e ao olhar para trás, vejo FrancoX arrumando as ferraduras de seu cavalo, Mokozawa e Kotarou também próximos a ele, dou graças a Deus e corro até o pé de um morro, largo meu cavalo no meio da vegetação e me escondo no topo do morro.
Eu estava ofegante, quase sem energias e ferido (só percebi o ferimento em minha mão direita quando me escondi atrás de uma planta), quando corri para o único lugar onde eu poderia me esconder, já não tinha notícias de meus companheiros, eu já havia praticamente abandonado a batalha, só pude correr em meio ao caos em que nos encontrávamos, talvez eu tenha sido um pouco covarde em abandonar o campo de batalha e deixar meus amigos para trás, mas era minha única alternativa, eu já nem podia aguentar meu próprio peso, e enquanto descançava, percebi que havia cometido um erro grave em deixar meu alazão no pé no morro, desci para buscá-lo, e ao chegar lá me deparo com FrancoX, mais perto de mim do que nunca estivera, uso então minha habilidade secreta de invisibilidade e consigo despistá-lo, volto para meu esconderijo aguardando a aparição de algum companheiro, e ao olhar para o lado sul do morro, avisto Mokozawa (ele estava inteiro afinal) eu o chamo, ele vem ao meu encontro e trocamos altas ideias maneiras sobre o ocorrido, descobrimos também que Ryu era prisioneiro do inimigo, Mokozawa então decide procurar por Kotarou, mas logo que ele sumiu de minha vista, algo muito peculiar me chama a atenção, é Cabelo Ruim, Kotarou, Ryu e FrancoX reunidos e conversando sobre algo que eu não podia ouvir, de repente eles se separam, e por um infortúnio, Cabelo Ruim vem em minha direção, eu me escondo e vejo Mokozawa subindo pelo outro lado do morro, ele vê Cabelo Ruim e corre para tentar desviar sua atenção (sinceros agradecimentos a Mokozawa por sua atitude heróica) que foi praticamente um sucesso, pois Cabelo Ruim nem notou minha presença, mesmo estando a 1m de distância. No entanto, ele percebeu meu cavalo e o roubou, agora eu estava numa enrascada, havia perdido minha montaria. Mas logo após, todos se reúnem próximo ao morro, pelo visto eu era o único sobrevivente de meu grupo, mas ao chamar a atenção de Ryu sobre o meu esconderijo, Cabelo Ruim percebe algo (finalmente) e me “encontra”.”
Assim termina minha narração desta incrível caçada, que por pouco não resultou em mortes.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A Batalha de Sir Kotarou





Sir Kotarou era um jovem cavaleiro que morava em Wiltshire, Inglaterra. Toda manhã ele viajava até o centro de Londres, onde prestava os mais diversos serviços à Coroa Britânica, desde lavar pratos até escoltar a Rainha. No período da tarde ele voltava para sua cidade e simulava batalhas com seus companheiros Franconsky, Oreskovic, Cavalerus e Cassianus.
O caminho de Wiltshire até Londres era bastante agitado, sempre contando com a presença de andarilhos e trabalhadores diversos, que costumavam ir em carruagens puxadas por cavalos. Sir Kotarou, devido ao costume depois de tantos anos, ia a pé, calmamente enquanto apreciava a música de bardos que também viajavam.
Kotarou e seus quatro amigos estavam sempre envolvidos em batalhas, já que a reputação deles era bastante respeitada naquelas terras. Certo dia, uma tropa de guerreiros franceses desembarcou próxima a seus domínios, o que acarretou em uma sangrenta batalha, vencida pelos cinco jovens. Na manhã seguinte, Kotarou estava injuriado e caminhando mais devagar, até que uma carruagem de trabalhadores parou e lhe ofereceu carona. Como já havia passado tempo demais, o convite foi aceito para chegar até a capital mais rapidamente. A carruagem estava bastante cheia pelos mais variados tipos de pessoas, brancos, negros, jovens, senhores e moças; porém, uma senhorita em especial atraiu a atenção de nosso bravo herói.
Após cumprir suas tarefas na capital, conseguiu carona com a mesma carruagem. Novamente reparou na bela moça e ficou curioso quanto a ela. Chegando a tarde, comentou com seus amigos que ficaram entusiasmados com sua atitude, e deram as mais diversas dicas de como se aproximar de uma donzela.
Nos dias que se sucederam, Kotarou pegou carona com a mesma carruagem, e aos poucos foi se aproximando da garota e conhecendo mais ela. Certa vez se deparou com velhos apostadores jogando baralho, que tentaram seduzir a garota a juntar-se a eles (o que preocupou-o muito), mas felizmente eles não ousaram repetir a façanha.
Certa manhã, durante a viagem, a carruagem foi atacada por imigrantes ilegais sedentos por alimento. Sir Kotarou, já recuperado, lutou ferozmente contra eles juntamente com outros passageiros, mas isso não foi o suficiente para evitar a tragédia. A carruagem foi queimada e grande maioria dos passageiros, mortos. A montanha de cadáveres era preocupante, mas Kotarou se aliviou quando viu sua companheira sã e salva, mas como nem tudo na vida é um morango, atrás dela havia um inimigo caído apontando uma faca. O jovem garoto se jogou contra o inimigo e foi perfurado no peito. O inimigo era soqueado até a morte e a garota chorava ao ver os ferimentos de nosso herói. Quando o inimigo já estava morto, Kotarou desmaiou.
Continua XD
Reparem que nosso blog tem muitas histórias com continuação, mas nenhuma é continuada realmente, porém essa história pretendo seguir adiante e já temos o capítulo 2 do Livro de Ymir quase pronto.

sábado, 6 de março de 2010

O Livro de Ymir





O Livro de Ymir, na mitologia nórdica, é o grimório que narra as maiores aventuras dos mais bravos guerreiros da Terra. É lá, naturalmente, que você encontrará as incríveis histórias do grupo de guerreiros místicos poderosos denominado Ala Zanha.
Dedicar-me-ei neste post (e em alguns próximos) a narrar as aventuras adicionadas às suas gloriosas páginas, histórias repletas de emoção, banhadas de mistério e refinadas de magia e encanto.
Capítulo I
O Primeiro Mestre
Em uma época que o caos dominava as mais prósperas terras, quatro camponeses rumavam para sua nobre tarefa, desbravar um novo e desconhecido território. Para tal, deveriam subir a ponte que cruzava o cânion da morte, conhecido também como o Lago de Ferro, onde habitam terríveis criaturas, a mais letal se encontrava adormecida além da ponte, o temido Dragão de Aço.
Os quatro camponeses partem de sua antiga aldeia, passam por muitos campos de plantação de ovos e indústrias melicultoras, até avistarem o Lago de Ferro, impossível de ser atravessado a pé ou a nado. Sendo a única alternativa, os camponeses deveriam cruzar a ponte, tarefa simples, executada sem maiores riscos, porém, o verdadeiro perigo jazia depois dela, pois do outro lado da ponte, eles deveriam enfrentar o temido dragão, que diziam ter o poder de levar aqueles que sobrevivessem à viagem para um novo mundo onde poderiam (ou não) encontrar a paz.
Estando no meio da ponte, mesmo sem ver o dragão, os camponeses já podiam ouvir o seu temido rugido, que era tão poderoso que se podia ouvir a milhas de distância, mesmo assim, eles não desistiram e continuaram sua jornada em busca da glória, e ao chegar ao lugar aonde o dragão deveria surgir, vindo do caminho negro como a noite, eles viram que muitas pessoas se lançavam a mercê do destino em busca de um futuro melhor. Os bravos camponeses esperaram por um momento, e logo puderam ouvir o dragão rugindo mais alto, e avistá-lo a distância de um tiro de pedra. O dragão era enorme e tinha quinze bocas e cinco estômagos, era realmente feito de metal, e se alimentava dos raios dos céus, o dragão parou diante de todos os que aguardavam, e rapidamente devorou a todos com suas quinze bocas, os camponeses foram levados direto para o seu interior, junto com os outros que foram devorados pela mesma boca, e lá de dentro, eles puderam ver o mundo por onde o dragão passava, enquanto muitos eram deixados ao longo do caminho etéreo, os camponeses permaneciam aguardando a chegada do seu destino, o fim do Caminho Negro.
A viagem levou algum tempo, o dragão parecia ter cruzado o mundo inteiro, mas chegado o fim, os camponeses e todos os que haviam resistido a travessia, puderam ver o novo sol brilhar em seus rostos, os camponeses haviam, de fato, chegado ao Novo Mundo.
A primeira coisa a ser feita era arrumar suprimentos, os camponeses então procuraram uma taverna, compraram seus suprimentos, acharam um lugar para repousar da viagem e desfrutar de seus alimentos ao lado de uma loja de armas. Enquanto se recuperavam, um dos camponeses teve sua atenção voltada para a loja, pois o dono parecia emanar uma aura mística, e quase que inconscientemente, os quatro se dirigiram a loja.
Lá dentro havia armas de todos os tipos, espadas, amuletos, adagas, elmos, orbes e uma infinidade de equipamentos de batalha, o que deixou os quatro muito admirados, mas não tão admirados quanto quando o dono da loja surgiu, num instante, como mágica, diante de seus olhos. Ele então lhes falou:
- Olá, jovens, vejo que vocês se sulpleendem com meu alsenal.
Todos estavam mudos.
- Pois bem, deixe-me mostlar-lhes algo.
O vendedor, que aparentava já ter uma idade avançada e um semblante calmo e sereno como as nuvens no céu, brandiu uma de suas katanas, e revelando um pedaço de madeira que estava atrás do balcão, disse:
- Obselvem.
Sem mais nem menos, a madeira se partiu em inúmeros pedaços, os camponeses estavam pasmos, um deles, chamado Kyo, se volta para o ouvido de outro camponês, chamado Kotarou, e sussurra:
- Fast like a thunder!
- Se engana meu jovem, sou muito mais lápido que os laios!
Incrivelmente o senhor ouviu as palavras de Kyo, o que deixou todos ainda mais admirados. Então ele continuou:
- Vocês devem estar se pelguntando: “O que este velho pletende com isso?”. Pois eu lhes dilei, eu os quelo como meus discípulos, eu os tleinalei e falei de vocês os mais podelosos gueleilos de toda a Tela, isto porquê, como vocês já devem ter pelcebido, as tlevas dominam a maior palte de nosso mundo.
Os quatro então decidem aceitar a proposta em comum acordo, visto que realmente haviam se surpreendido com as habilidades do ancião, então, após concordarem com os termos do dono da loja, o ancião lhes diz para retornarem quando estiverem preparados para começar o treinamento, então os guerreiros são teleportados por Toshiro (esse é o nome do ancião) para seu antigo mundo, o que os deixa bolados, mas esperançosos para o reencontro com seu novo mestre.
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